Federação

O Triathlon nasceu no estado do Tocantins na década de 1990, graças à disposição de alguns atletas e entusiastas. Entre eles estão Valdeir dos Santos, Walter Ohofugi, PG Meireles, Ricardo Garcia, Reginaldo Maia, Giovane Montini, entre outros. Valdeir dos Santos foi o primeiro tocantinense a levar o nome do estado à nível nacional e internacional no triathlon. Em 1993, ano em que a cidade de Miracema do Tocantins recebeu a primeira prova efetivamente organizada da categoria, o atleta recebeu seu primeiro patrocínio. No mesmo ano o atleta foi o primeiro triatleta tocantinense a disputar uma prova oficial, o Campeonato Brasileiro de Triatlo Olímpico em Guarujá SP, Walter Ohofugi, que atualmente é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO), é considerado o embaixador do triathlon tocantinense, pois apresentou Valdeir dos Santos à Celtins, concessionária de energia do Tocantins, primeira empresa a apoiar o triathlon no estado, e que patrocinou por mais de 12 anos o atleta no triathlon, apoio que lhe rendeu vários títulos nacionais e participação em provas internacionais.

Durante uma prova do campeonato de duathlon em São Paulo em 1996, Valdeir conheceu Ricardo Garcia que também competia e trabalhava com arbitragem de triathlon. Coincidentemente, Ricardo veio morar em Palmas, Tocantins, no final do ano de 1996. Em julho de 1997 foi realizado o primeiro duathlon aquático na antiga Praia da Graciosa com apoio da ULBRA, prova que apresentou o novo esporte ao povo tocantinense. Com sua bagagem, Ricardo ajudou a fundar a FTTri - Federação Tocantinense de Triathlon em 18 de fevereiro de 1998 tornando-se o primeiro presidente. Em 1998 foi realizado o primeiro triathlon no Parque Cesamar com atletas de vários estados, prova em que Valdeir dos Santos sagrou-se campeão tocantinense. No mesmo ano, foi realizado o primeiro campeonato de Duathlon terrestre com 5 etapas. No ano de 1999 a FTTri realizou o 1º Trikids, evento alusivo ao triathlon para crianças de até 12 anos. O evento foi realizado na antiga academia CORPUS.

A partir desta data, o triathlon começou a se popularizar no estado e hoje resta consolidado em várias cidades e é praticado por atletas amadores de 12 a 60 anos de idade. A partir de 2004, teve início a primeira prova oficial homologada pela CBTRI, a 1ª Copa Centro Oeste de Triathlon, tendo como participação um número razoável de atletas estaduais e nacionais. Destaque para a participação de 60 atletas do Tocantins e mais de 15 de outros Estados, bem como a participação especial da triatleta Mariana Ohata do DF, que estava classificada para as Olimpíadas de Sidnei Austrália. A partir desta prova, várias outras provas nacionais foram promovidas pela federação estadual com ajuda financeira, operacional e de divulgação da empresa Investco S/A. Com a ajuda da Empresa Investco S/A a modalidade do triatlo tocantinense, começou a formar novos atletas, pois permitia a realização de provas de baixo custo, sem cobrança de taxa de inscrição. Essa estratégia era necessária devido ao tabu que existia sobre os custos altos de participação para a modalidade. Atualmente, a Federação Tocantinense de Triathon realiza provas regionais com as participações de mais de 150 triatletas, e homologa provas nacionais em Palmas, como: SESC Triathlon, com mais de 400 atletas, e Iron Man 70.3, com mais de 1000 atletas participantes. A Federação Tocantinense de Triathlon tem também em seu histórico, realizações de provas de aquatlhon em praias de rios nas temporadas de férias de julho do Estado, essas realizações promoveram a popularização dessa modalidade, que é importante para o iniciante ao triatlo. O esporte já conta com uma comunidade de adeptos assíduos à prática e observa-se que seus modos de vida são interligados ao triatlo, ou seja, eles construíram uma identidade característica da prática da modalidade. Existem várias assessorias esportivas estaduais e nacionais que trabalham a inclusão ao triatlo no estado do Tocantins. O Estado do Tocantins é banhado pela Bacia hidrográfica Tocantins/Araguaia, uma das principais bacias do Brasil, é um Estado que tem um potencial em geração de energia hidroelétrica, como também de receber investimentos na construção de grandes reservatórios de para esse fim, característica que incentiva os esportes náuticos e modalidades como o triathlon. Essa condição especial geográfica e transformação física, dão condições espaciais para a prática da modalidade do triatlo e faz com que esse Estado seja promissor na formação de futuros campeões. Além disso, a capital do Estado do Tocantins, Palmas, também tem no Brasil, um dos melhores sistemas viários que dão condições seguras para as práticas das fases da corrida e ciclismo da modalidade do triatlo, com também, seu extenso lago artificial da UHL Lajeado, para as realizações das provas. A federação tocantinense teve como dito, dois presidentes, os atletas Valdeir dos Santos e Ricardo Garcia e atualmente é presidida por Sérgio Henrique de Moraes, que vem consolidando o calendário de provas no circuito estadual, incentivando a parceria de universidades e assessorias esportivas para a difusão do esporte e mantendo as provas do calendário nacional como a realização das etapas do SESC Triatlhon, da Copa CentroOeste e com já citado, a realização de sucesso de uma etapa do Ironman 70.3 Palmas, realizado em abril deste ano. A gestão tem como plataforma a fomentação do esporte entre as crianças, a formação na escola, garantindo a continuidade da modalidade para as futuras gerações, visando a formação de novos campeões. Hoje a FTTri tem cerca de 150 filiados e em torno de 350 praticantes em diversas assessorias esportivas.